você poderá notar que meus olhos estão abertos. assim estão por eu estar procurando outro sonho para sonhar. algo preferencialmente sólido.
às vezes respiro através dos olhos. tenho meu jeito particular de economizar meu folêgo...
você poderá notar que não estou mais entregue. resolvi retirar aos poucos minha medicação, pois ela está dando efeitos colaterais demais...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
pt. 12
você poderá perceber minha pressa. quererei me livrar das coisas de forma rápida e, por isso, é possível que eu literalmente corra. sozinha e r á p i d o irei aonde realmente pertenço: o abismo que eu mesma me dei. lá não me escondo de ninguém, embora faça com que todos se escondam de mim...
domingo, 1 de agosto de 2010
pt. 11
minha garganta engole pensamentos doces e diz a meu corpo inteiro que devo me entregar à maciez quente e úmida de seus lábios. sou pequena demais para suportar o que sinto e, por isso, acabo vazando por todos os lados. tento não perder a mim mesma me acomodando em seus braços, mas é exatamente neles que me perco ainda mais.
como uma menininha, lhe imploro carinho e proteção e entrego-me sem resistências...
... só tenho muito medo de virar um monte de pedacinhos.
como uma menininha, lhe imploro carinho e proteção e entrego-me sem resistências...
... só tenho muito medo de virar um monte de pedacinhos.
pt. 10
existem círculos dentro de minhas entranhas que giram em looping e, por sempre terem tamanhos diferentes, soltam farpas que machucam e acabam me fazendo sangrar por dentro.
definitivamente preciso de outra pessoa ao meu lado para me ajudar a puxar meu particular cabo de guerra, estourá-lo e acabar com todo esse aperto interno...
definitivamente preciso de outra pessoa ao meu lado para me ajudar a puxar meu particular cabo de guerra, estourá-lo e acabar com todo esse aperto interno...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
pt. 9
trago em mim vergonha e medo causados pelo silenciamento de um ser passado chamado EU. o passado se funde com o futuro e o presente acaba se distraindo com as falsas promessas que faço ao espelho.
a cura está guardada no não dito. tento aceitar meu não-merecimento dos meus contentamentos favoritos.
eu queria ser docemente amada e verenciada com palavras de efeito e desconexão. queria ouvir euteamos - mesmo que falsos fossem. queria promessas de hoje e de amanhã. queria carinho e atenção incondicional inteiros e sem farelos.
sei que meus erros me tiram merecimentos. talvez eu tenha desejado demais. gritado demais. xingado demais. chorado demais. quebrado coisas demais. me cortado demais. bebido demais. comido demais. fumado demais. transado demais.
a pureza de meus sonhos me escapou... já não sei mais separar o que quero do que sou.
a cura está guardada no não dito. tento aceitar meu não-merecimento dos meus contentamentos favoritos.
eu queria ser docemente amada e verenciada com palavras de efeito e desconexão. queria ouvir euteamos - mesmo que falsos fossem. queria promessas de hoje e de amanhã. queria carinho e atenção incondicional inteiros e sem farelos.
sei que meus erros me tiram merecimentos. talvez eu tenha desejado demais. gritado demais. xingado demais. chorado demais. quebrado coisas demais. me cortado demais. bebido demais. comido demais. fumado demais. transado demais.
a pureza de meus sonhos me escapou... já não sei mais separar o que quero do que sou.
pt. 8
ingredientes:
5 mg de diazepam
1 mordida de bolo recheado com doce de leite
1 empada de frango
400 ml de água morna
o diazepam entra em meu organismo como uma pequena pitada de luz do sol. não consigo mais enxergar os autores dos discursos proclamados em minha cabeça. a sublimação, enfim.
o doce é agridoce. o carboidrato me engole os desejos como se fosse proteicamente carnal. os loopings açucarados são multicoloridos e de diferentes tamanhos...
as ervilhas estão quentes e causam bolhas em meus lábios, que estão umidos pela água morna. há excesso de sufocamento em cada parcela de oxigênio em mim. ele já não é mais ar.
o sangue que corre em minhas veias parece pisado. prefiro, pois, amputar pensamentos e palavras do meu corpo.
eu sei que tudo isso vai passar...
5 mg de diazepam
1 mordida de bolo recheado com doce de leite
1 empada de frango
400 ml de água morna
o diazepam entra em meu organismo como uma pequena pitada de luz do sol. não consigo mais enxergar os autores dos discursos proclamados em minha cabeça. a sublimação, enfim.
o doce é agridoce. o carboidrato me engole os desejos como se fosse proteicamente carnal. os loopings açucarados são multicoloridos e de diferentes tamanhos...
as ervilhas estão quentes e causam bolhas em meus lábios, que estão umidos pela água morna. há excesso de sufocamento em cada parcela de oxigênio em mim. ele já não é mais ar.
o sangue que corre em minhas veias parece pisado. prefiro, pois, amputar pensamentos e palavras do meu corpo.
eu sei que tudo isso vai passar...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
pt. 7
.......
eu misturo tudo. continuo limítrofe, como sempre fui. não sou 8 ou 80: sou 8+80. eu gosto de energia, de água, de maciez. gosto das cores que expressam fúria. sou a calma e a doçura que também é constante irritação.
renunciei de tudo aquilo que me dava prazer pelo simples fato de eu não gostar de senti-lo. no meu mundo interno, o bom pode ser bom e ruim. o bom que é bom é terno e leve... já o bom que é ruim é aquele que acaba antes ou depois do que deveria.
certo mesmo seria parar de pensar...
eu misturo tudo. continuo limítrofe, como sempre fui. não sou 8 ou 80: sou 8+80. eu gosto de energia, de água, de maciez. gosto das cores que expressam fúria. sou a calma e a doçura que também é constante irritação.
renunciei de tudo aquilo que me dava prazer pelo simples fato de eu não gostar de senti-lo. no meu mundo interno, o bom pode ser bom e ruim. o bom que é bom é terno e leve... já o bom que é ruim é aquele que acaba antes ou depois do que deveria.
certo mesmo seria parar de pensar...
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