sábado, 17 de setembro de 2011

domingo, 13 de março de 2011

pt. 18

Amor real é melhor que ilusões sensoriais. Recortes são melhores que cortes.
Você consegue me enxergar além dessas paredes vazias?
Eu te amo. Desaponto. Disponho-me. Dispo-me. Eu não me amo. Desaponto-me. Desapareço de mim. Despeço-me de mim mesma. Quebro-me diante de ti. Despedaço-me.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

pt. 17

eu virei um monte de pedacinhos.

pt. 16

estou embebedada de sangue, implorando por atenção... doando meus braços, meu olhar doentio, minhas feridas, meus seios murchos... estou entregando minha desesperança, meu porre de vinho, meu delírio.

troco tudo de bom que eu ainda tenho por apenas uma noite de carinho.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

pt. 15

estou trêmula e arrepiada... meu coração está acelerado e, meus olhos, cheios de lágrimas. Estou me humilhando por você.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

pt. 14

eu te prometo quebrar os ossos porque não aceito o fato de você ser mais fraco que eu.
eu te aperto porque quero diminuir meu aperto interno.
eu te abraço de forma intensa porque só consigo me entregar a você.
eu te mordo porque preciso te devorar.

eu te amo porque você se ofereceu a arrumar essa bagunça toda que está dentro de mim.

eu quero acreditar em você.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

pt. 13

você poderá notar que meus olhos estão abertos. assim estão por eu estar procurando outro sonho para sonhar. algo preferencialmente sólido.

às vezes respiro através dos olhos. tenho meu jeito particular de economizar meu folêgo...

você poderá notar que não estou mais entregue. resolvi retirar aos poucos minha medicação, pois ela está dando efeitos colaterais demais...

pt. 12

você poderá perceber minha pressa. quererei me livrar das coisas de forma rápida e, por isso, é possível que eu literalmente corra. sozinha e r á p i d o irei aonde realmente pertenço: o abismo que eu mesma me dei. lá não me escondo de ninguém, embora faça com que todos se escondam de mim...

domingo, 1 de agosto de 2010

pt. 11

minha garganta engole pensamentos doces e diz a meu corpo inteiro que devo me entregar à maciez quente e úmida de seus lábios. sou pequena demais para suportar o que sinto e, por isso, acabo vazando por todos os lados. tento não perder a mim mesma me acomodando em seus braços, mas é exatamente neles que me perco ainda mais.
como uma menininha, lhe imploro carinho e proteção e entrego-me sem resistências...


... só tenho muito medo de virar um monte de pedacinhos.

pt. 10

existem círculos dentro de minhas entranhas que giram em looping e, por sempre terem tamanhos diferentes, soltam farpas que machucam e acabam me fazendo sangrar por dentro.
definitivamente preciso de outra pessoa ao meu lado para me ajudar a puxar meu particular cabo de guerra, estourá-lo e acabar com todo esse aperto interno...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

pt. 9

trago em mim vergonha e medo causados pelo silenciamento de um ser passado chamado EU. o passado se funde com o futuro e o presente acaba se distraindo com as falsas promessas que faço ao espelho.
a cura está guardada no não dito. tento aceitar meu não-merecimento dos meus contentamentos favoritos.

eu queria ser docemente amada e verenciada com palavras de efeito e desconexão. queria ouvir euteamos - mesmo que falsos fossem. queria promessas de hoje e de amanhã. queria carinho e atenção incondicional inteiros e sem farelos.

sei que meus erros me tiram merecimentos. talvez eu tenha desejado demais. gritado demais. xingado demais. chorado demais. quebrado coisas demais. me cortado demais. bebido demais. comido demais. fumado demais. transado demais.

a pureza de meus sonhos me escapou... já não sei mais separar o que quero do que sou.

pt. 8

ingredientes:
5 mg de diazepam
1 mordida de bolo recheado com doce de leite
1 empada de frango
400 ml de água morna

o diazepam entra em meu organismo como uma pequena pitada de luz do sol. não consigo mais enxergar os autores dos discursos proclamados em minha cabeça. a sublimação, enfim.
o doce é agridoce. o carboidrato me engole os desejos como se fosse proteicamente carnal. os loopings açucarados são multicoloridos e de diferentes tamanhos...
as ervilhas estão quentes e causam bolhas em meus lábios, que estão umidos pela água morna. há excesso de sufocamento em cada parcela de oxigênio em mim. ele já não é mais ar.
o sangue que corre em minhas veias parece pisado. prefiro, pois, amputar pensamentos e palavras do meu corpo.

eu sei que tudo isso vai passar...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

pt. 7

.......
eu misturo tudo. continuo limítrofe, como sempre fui. não sou 8 ou 80: sou 8+80. eu gosto de energia, de água, de maciez. gosto das cores que expressam fúria. sou a calma e a doçura que também é constante irritação.

renunciei de tudo aquilo que me dava prazer pelo simples fato de eu não gostar de senti-lo. no meu mundo interno, o bom pode ser bom e ruim. o bom que é bom é terno e leve... já o bom que é ruim é aquele que acaba antes ou depois do que deveria.

certo mesmo seria parar de pensar...

pt. 6

"for some people it's an easy choice, but for me there's a devil and an angel's voice" - what I'm looking for, Brendan Benson

há alguns meses eu escrevi uma carta pro Brendan Benson. nunca enviei, claro, mas achei engraçada a forma de desabafo que "tive" com ele:

"eu queria saber descrever como eu me sinto em relação à sua música. não quero ser (nem sou) mais uma daquelas pessoas loucas que ficam declarando ser fãs número 1... eu gosto de música, mas não beijaria pés de músicos... nem mesmo se eles fossem o Paul McCartney! :) só se fossem namoradinhos meus e me pedissem, hihi.
te considero meu melhor amigo. não sei direito quem é você ou se realmente você se sente daquele jeito que declara em letras e entrevistas mas isso, para mim, não tem importância alguma. na verdade eu estou te escrevendo para pedir um conselho: eu quero casar também, pô. como você conseguiu? desde quando eu soube que você tinha casado eu tenho torcido tanto para que você seja bem feliz e que não acabe voltando a fazer um disco com aquelas letras de antes... eu acredito muito no que você fala. seja feliz, cara, para que eu acredite que também poderei ser um dia!"

domingo, 10 de janeiro de 2010

pt. 5

no parquinho encantado da deisinha tem o amor do Amor, uma aliança dourada na mão direita, abundância de frutas e verduras devidamente lavadas e preparadas, delineador retrátil preto, aparelho de celular dos sonhos pra ouvir músicas dos anos 60 e powerpop, roupas pretas com bolinhas brancas, temporadas completas dos seriados favoritos, alegria e disposição junto a alunos e colegas, medo diminuído a 0,1, shows e programas humorísticos.

NÃO, PRA MIM NÃO É DIFÍCIL SER/ESTAR FELIZ, POIS JÁ TENHO 99% DAS COISAS ACIMA.
tudo o que preciso é saber cuidar e usar tudo a meu favor.

pt. 4

"o que está em sua mente? cuspa AGORA!"
.

estou cheia dos hiatos longos e da falsa falta de palavras. eis a verdade: tenho algo a dizer que não é exatamente algo a ser ouvido nem lido. há dentro de mim uma profundeza machucada e quase corrompida por uma coleção de trauma peçonhentos.

além de nuvens, tenho engolido um pouco de água trovejante, o que faz minhas entranhas sangrarem. tenho um esôfago sanguinolento e a esperança da cura do que eu mesma me causei.

misery checklist
  • remédios psiquiátricos - ilusórios e ineficazes
  • bebidas alcoólicas - me fazem parecer o Bozo depois da carreira, só que sem a parte da igreja de crente)
  • excesso de antiinflamatórios - mistura agridoce que me fez cair no meio da rua
  • cigarro - tira a ansiedade e é levemente bom mas, apesar disso, não há benefício (?) nenhum em consumi-lo

todos os itens acima não fazem mais parte da minha vida. amém.

quinta-feira, 12 de março de 2009

pt. 3

depois da massagem da madrugada, um choque: o tal homem morreu. não me senti mal por motivos específicos, mas acabo sempre me sentindo incomodada com fatalidades.

perdi meu medo de morrer. sinto-me afoita por benefícios e, talvez, esteja os tendo. voltei a sentir prazer em todas as suas nuances. mentalizo diariamente que não é legal se sentir como uma gata com uma bola de seus próprios pêlos entalados na garganta. o número 38 permanece justo e bonito em mim. mesmo não sendo esse o final de meus sonhos anorexígenos, eu decido parar. eu VOU parar.
por mim.

terça-feira, 10 de março de 2009

pt. 2

você cresce todo fofo e bonitinho. mamãe te bota roupa azul ou rosa pra indicar seu sexo e, se acaso for menina, ela "arruma" seu cabelo com penduricalhos; se for menino, talvez ela dê uma arrepiadinha nos fios mirradinhos pra dizer que você parece gente grande.


.
tomar chuva era a minha grande paixão e, se eu pudesse ficar parada com a boca aberta e virada pro alto, melhor ainda! eu sempre tive minha forma bem particular de mastigar nuvens.

(...)
nas fotos antigas é comum me encontrar despedaçando pobres margaridas.

pt. 1

em meus pensamentos corriqueiros, sempre penso em montar um blog que não se restrinja a saraivadas, cinzas e prosopopéias invertebradas. aqui se encontra a minha trocentésima oitava tentativa.

.

já tive sete diferentes blogs ao longo de sete anos. ao passar de todos os tempos, esmiucei pesadelos, angústias, entrelinhas e verminoses. montei grandes blocos de coisa alguma. agora, aqui estou. embora ainda estejam durante um ensaio, meus pés vieram pra cá.

tudo o que quero agora: encontrar uma limpa e confortável nuvem pra nela poder encostar e, após 2 segundos, devorá-la.